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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Questionamento.

O que é a loucura, afinal?
Acreditar em meus sonhos?
Viver como acho melhor?
E, como Quixote, o mal
não perceber tão medonho?

O que encontro é sinal
que me reforça, suponho,
a manter, por força maior,
o que ao destino fatal
por pura crendice proponho:

Viver como acho melhor!
E que seja loucura, afinal,
o que quer que seja meu sonho!

Verossímil.



Não sou poeta,
sou uma arranjadora
de versos.
Escrevo o que sinto,
e o que sinto
não tem nada de real.
O que sinto
é como apreendo
cada uma das coisas
que acontecem
ao meu redor;
e tudo depende
de minha
turva visão limitada
por medos, preconceitos,
ou por simplesmente
não estar num
ângulo favorável -
esse lado de dentro -
esse miserável
e desfavorável
lado de dentro!

Precipitação.

Sob as velhas
palmeiras
perfiladas,
e o escuro azul
do céu noturno,
ando a pensar
nas formas
abstratas
dos papéis
que revezamos
turno a turno.
Ando a pensar e
não fujo de onde
a caminhada nos fez dar,
finalmente; não há
caminhos ou atalhos
nessa estrada,
só precipício
e um desfecho
obsequente.

Adiamento.

Corri do avião,
corri da chuva,
corri do cachorro
irritado.
Achei que correndo
de tudo
faria do tempo aliado!
Hoje sei, com certeza,
que nada é como desejo;
por isso, não sei até
hoje, o gosto que tem
o seu beijo.

Visagem.


Olha o menino aí
correndo descalço
pelas calçadas:
na mão carrega
uma pipa; nos ohos,
a vida toda!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Nua.

Dá-me um tema
e te faço um verso.
Dá-me a pena
e te desconcerto!
Dá-me teu beijo
e eu desconverso;
peça-me tudo,
mas não peça nexo.

Sou a confusa,
a que tem segredos.
À luz difusa,
esqueço meus medos.

Mas não se engane
com minha aparência:
faço a madame
sem qualquer decência.

E te engano
sem hesitação,
de que não há dano
em meu coração.
Quando a verdade
é bem diferente:
a dor me arde
como óleo quente.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Odisseia.

Ulisses, bravo guerreiro,
que a ira de um deus suscitou
ficando longe da esposa,
que por vinte anos bordou
um misterioso tapete -
à espera de seu companheiro;

Retorna à casa primeiro
e, aos que por lá encontrou,
se faz de mendigo e esboça
um plano que aos mais agradou:
a mão de Penélope compete
ao que for mais hábil arqueiro!

Venceu a todos e, certeiro,
os pretendentes matou,
se deu a conhecer à esposa
e sua cidade voltou
a ser a casa do príncipe
que aos mares sobrepujou!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Poesia.

A poesia é palavra louca,
dançando, de ponta
sobre o tapete fino.

Os passos leves
em reviravoltas,
fazem desenhos
ao som de um breve sino.

Beije-me.



Quero teus beijos agora!
Não sejas tão duro assim.

Teus beijos, de hora em hora,
são como remédio pra mim!

Possibilidades.



Se eu dominasse as palavras
te diria o quanto te amo
sem que percebesses.
Se o amor me desse os versos,

Não haveria coração
que não doesse.

domingo, 2 de junho de 2013

Zás.



Eu te amo
porque insisto
em fazê-lo,
e há em mim
qualquer coisa
de zelo
pelo que não
se ama
a contento.
Espero mesmo
que meu
surto passe
a tempo
de um breve
impasse
do meu
pensamento.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mais nada...

O amor que eu quero
não rima,
não flutua,
não faz os sinos dobrarem...

O amor que quero
só precisa me ouvir,
falar comigo
e me tocar
como se fôssemos nós
e mais nada!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pessoal,
este é outro blog que possuo sobre o livro que escrevi Lílian, a Carta e a Pedra Marcada. è uma históia repleta de aventura, amor e superação de um casal de adolescentes que descobre o amor sem saber que são líderes de povos inimigos. Para que estabeleçam a paz entre seus povos e possam desfrutar desse amor, Lílian e Daniel precisam passar por provas sobrenaturais e vencer um inimigo muito mais forte que eles: o tempo. Venham comigo nessa aventura e descubram como termina a saga desses dois apaixonados! Bjos a todos!

http://luanaetrintaalmasteen.blogspot.com.br/

sábado, 22 de dezembro de 2012

Apenas românticas que se defendem.






Somos mulheres. Criaturas intrigantes, misteriosas, amáveis, indecisas, loucas, sonhadoras inveteradas que esperam, no fundo do coração, que seus príncipes cheguem lindos, românticos, protetores, modernos, compreensivos... Somos as mães que defendem seus filhos com a força que há mais indestrutível no planeta: o amor genuíno e sacrificial de quem gera a vida! Somos as filhas que desejam dar a seus pais o orgulho e a satisfação de ver os resultados da educação e amor que recebemos. Somos as filhas que não sabem negar o que fará nossos pais felizes! Somos as irmãs que brigam, chamam a atenção, que “pegam no pé” dos nossos irmãos, mas não saberíamos viver sem esses nossos espelhos, as outras faces de nossos pais que nos acompanham pela vida. Somos as namoradas, noivas, esposas, amigas, que fazem qualquer coisa que estiver a nosso alcance (e até o que não está), para agradar aos nossos parceiros. Em troca? Claro que queremos o pedido de casamento ajoelhado, a porta aberta do carro, o casaco no dia frio, o beijo na testa quando estamos tristes, a proteção, o brilho nos olhos, a paixão toda, louca, desmesurada, incontrolável... mas o que custa? Só o que queremos é que sejam verdadeiros e nos amem! Somos as guerreiras que defendem quem amamos e as meninas que escrevem em diários. Somos as perguntas que não sabemos responder. Somos a força, criatividade, vontade, garra, luta... Somos brisa e ventania! Somos a letra marcada a fogo no coração de quem nos ama, somos o muro fortificado, o óleo que acalma a ferida, a fé que sustenta a casa, os olhos que amam e observam, as mãos que trabalham e acariciam, o colo que ampara. Somos o amor!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Benção de Sexta-feira.


Preparando o coração.


Vazio.


Contrariando sua lógica.


Pensamento para quem ama...


Benção de Quinta-feira


Pra você!


A verdadeira aventura...


Receita para espantar o tédio da alma.


Versinho de Natal!